Br Hostel por Eduardo Andrade

Updated: May 3, 2020

Cheguei em BH, trânsito caótico. Como descansar um instante sequer neste excesso de vida? Pensei. Logo me lembrei que eu havia esquecido de reservar um local para ficar e que não havia combinado com amigos. Tive de procurar na internet e encontrei o BR-Hostel. Algo me atraiu. Até então eu não sabia o que era. Contatei o local e fiz minha reserva. Rápido, prático e eficaz. O local parecia ser barato. Um barato! Após todo tumulto do trânsito cheguei naquela rua, quase um beco, uma dobradura nos arredores congestionados. Uma luz verde na porta demarcava a entrada, era o portal da esperança! Um pedacinho de lugar. Para quem julga olhando tamanho concreto. O local tinha autonomia, estilo e vida. Será mesmo aqui? Toquei a campainha e na janela de cima gritaram, com certa intimidade de quem tem humanidade: - ei, boracá! E o portão se abriu, junto dele um marco na minha vida. Subi as escadinhas. Observando cada detalhe. Lugar simples: Simples me lembra casa! Na recepção, ainda tateando o local, andando circunspecto, eu respondia às perguntas básicas feitas pela equipe. Nome, profissão, etc.. Aquilo que nos representa sem ser a gente mesmo. Representações ao sistema. Feito esta parte foram me apresentar o lugar. Me acompanharam empolgados, era semana de inauguração e o âmago deleitoso da equipe de apresentar o lugar causava ímpeto no desejo do hóspede de conhecer cada centímetro dali. Sorriso, prosa viva, sem sistema para orientar, aconteceu! Nos apresentamos um ao outro. Ficamos na varanda varando horas a fio. Altas horas e eu ainda lá conversando. Eles também. Já estava eu em casa. Assuntos de arte, literatura e fascínio pela leitura de mundo dos ali presente me fisgaram. Chegou mais gente. E eu com malas lá em cima, nem no quarto eu ainda havia adentrado. Adentrei-me primeiro na relação humanitária que é escassa na maioria dos ambientes hoteleiros. Eis a diferença do local: recebe a pessoa para além do hóspede. Deixei um livro, lugares assim me dá vontade de deixar pedaços da gente. O livro foi recebido com envergadura tão emocionante que lisonjeia! O livro lá está. As memórias cá estão. Doces memórias. No quarto placas escritas em mineirês, arte pintada nas paredes, tudo simples, tão simples que faz caber a gente. Compacto, o lugar pactua com quem deseja descansar, relaxar, tornar a viagem um ambiente com vida. Tem estante de livros. Café que sorri cuidado. Tem vida noturna no segundo piso e, para quem deseja silêncio, tem lá a morada da acalentadora ausência de barulho. Como pode né, ter vida noturna onde as pessoas gargalham, dançam, cantam, se interagem, ter também silêncio no quarto? É que o respeito prevalece como proposta. Todo dia é inauguração lá! A localidade é tão excelente que se localiza dentro da gente. Sequaz tornei-me. Esqueci insulina lá certa vez e dela cuidaram. Cuidaram de mim sem que eu estivesse lá. O BR-Hostel não apenas cumpre contrato ou se limita nas obrigações, ele acolhe com trato. Este relato é um obrigado que eu tinha que falar detalhado. O Br-Hostel é-terno! Crônica de Eduardo Lucas Andrade. Em nome de todos da equipe do Br Hostel, muito obrigado pelo carinho.

Br Hostel - Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil

Rua Tomé de Souza, 1399 - Savassi

Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil

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